Temperos do prato, do corpo e da alma
Como diz Isabel Stilwell “Vale a pena seguir os manuais de Psicologia. Afinal não são tão diferentes dos de cozinha…basta juntar os ingredientes todos, tal como vem escrito” E digo eu; tanto a boa cozinha, como tudo o resto, é bom, apenas quando tem o gosto do que realmente é…confuso? Talvez sim, mas para mim e, talvez para alguns, não.


21 Deram-se a conhecer:
Em ambos os casos não basta seguir as instruções.
Acho que quando alguem segue ah risca uma receita é porque não sabe cozinhar ou pelo menos nao tem uma "mao cheia" para aquilo. Facto é que quem rouba em alguns ingredientes e poe mais desse e menos daquele sabe sempre melhor. O prato tem outro tipo de tempero. O prato fica único. Tal como temos que seguir as instruções. Mas sempre de uma forma espontanea e só nossa. ;)
beijinhu -****
Desde que se cozinhe..
..e se alimente a alma.
Somos o nosso melhor terapeuta, disso tenho poucas dúvidas.
Um ajuda é por vezes bom pedir.. e esse pode ser pedido de muitas formas e ser recebido de muitas outras.
não procuramos outros sabores que não o sabor a nós mesmos...
Para mim é claro como a água ... também és de psicologia ????
Beijoca encaracolada já com saudades das tuas visitas lá à casquinha .... ;)
Desconhecida, proponho uma vista de olhos ao projecto de um livro sobre sexualidade feminina, e obviamente a tua participação.
Best
e quem, como eu, só inventa na cozinha? e quando segue uma receita fica sempre diferente do que lá está? será que tenho algum problema? ;-)
bjs
para pensar...!
Somos mesmo assim, gostamos de trocar a ordem e dar uma certa graça à vida...
Todos nós não seguimos as receitas à risca...
Acabamos sempre por dar um "toque" nosso...
Beijokas e desculpa a ausência*
Saber um pouco de psicologia não faz mal nenhum: se tivermos as receitas originais, podemos adaptar!
Tudo depende dos temperos que utilizamos para: o prato, o corpo ou alma...
Bom fim de semana
Bjs
Não há sabor que sobreviva ao excesso de zelo em seguir a receita.
A Rainha da Sucata
Andam por aí umas vozes em sobressalto com o que se escreve na Net, e, à cabeça, com a crescente influência das temáticas, abordadas nos “blogues”, sobre a Opinião Pública Nacional. Cumpre-me aqui dizer que sou novo nos “blogues”, e suficientemente antigo, na Opinião Pública. E como me estou, à cabeça, aparentemente – depois, verão que não... – zenitalmente borrifando para os “blogues”, vou, pois, começar pela Opinião Pública.
Ora, em qualquer país pretendido civilizado, a Opinião Pública não é mais do que um misto de emoção e raciocínio difuso, que leva a que as sociedades exerçam, em conjunto, as suas auto-análises, os seus direitos espontâneos de aprovação e desagrado, e uma necessária catarse colectiva, fruto dos sabores e dissabores do Rumo da História.
Os períodos de Opressão e de Distensão medem-se, pois, pelo vigor e maturidade que essa Opinião Pública manifestar.
Na sua coluna de despedida do “Diário Digital”, Clara Ferreira Alves, criatura que nunca frequentei, nem sequer sabia que escrevia, mas que, naquele panorama do Ridículo Nacional, apenas me fazia, de quando em vez, sorrir, entre as suas apalhaçadas oscilações entre o negro azeviche e o louro caniche, dizia eu, centra-se, num dado momento da sua despedida, sobre a perniciosa influência dos blogues na tradicional “Imprensa Impressa”: de acordo com ela, “A Blogosfera é um saco de gatos, que mistura o óptimo com o rasca, e (as vírgulas atrás são todas minhas) acabou por se tornar num magistério da opinião (d)os jornais”, os quais nunca foram sacos de gatos, sempre souberam recolher o óptimo, e nunca constituíram um prolongamento do magistério dos Interesses Ocultos Predominantes.
É óbvio que em todos os jornais, como em todos os "blogues", como em todos os programas de televisão de carácter rasca, -- terríveis eixos do mal --, “existe e vegeta um colunista ambicioso, ou desempregado, (as vírgulas continuam a ser minhas), ou um mero espírito ocioso e rancoroso”, que pode ser vário, como os nomes de Satã.
“Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, [publicando] agora as ejaculações”, as quais deveriam continuar a ser privadas, porque o exercício da cobrição, que tantas vezes levou a que um mau texto aparecesse nas parangonas da Crítica, fruto de uma noite mais ou menos bem passada, ou de uma jantarada em lugar eminente, poderia, e deveria, pelos mais elementares deveres do Pudor, nunca ultrapassar a atmosférica fronteira do Secreto e do Invisível. Para mais, parece que, nos blogues, escancarada janela rasgada sobre o Tudo, já não existe aquela claustrofóbica sensação das escassas três ou quatro janelinhas, onde a iluminação da Crítica Impressa revelava ao profano o pouco que se fazia, e, logo, podia aspirar a existir. Parece que nos blogues, dizia eu, se fala agora abertamente de tudo e de todos, e não apenas dos amigos, dos que nos assalariaram o texto, ou dos que nos pagaram para sermos gerentes da sua irremediável Insignificância.
Compreende-se a angústia da Clarinha: com a ascensão dos “blogues” e o declínio dos jornais, anuncia-se também o fim do monopólio das palas postas nos olhos dos burros, e daqueles que tinham o exclusivo poder de as pôr.
Clara Ferreira Alves manifesta-se inquieta pelo seu Presente, e teme pelo seu Futuro. Mais acrescento eu que o que está em jogo é, sobretudo, o seu PASSADO e o de todos os que se lhe assemelham, porque a Cabala, que, durante décadas, tão habilmente geriram, se está agora a desmantelar por todos os lados.
Nos “blogues”, nada mais existe do que quem diariamente fale de tudo e todos, sem defender quaisquer sistemas que não os da prevalência do Excelente sobre o Medíocre, do Livre sobre o Encomendado, e, sobretudo, quem o faça GRATUITAMENTE, ou seja, por mero Dever Cívico, por vontade de intervir, por caturrice, ou tão-só pela amistosa gratidão de poder Partilhar.
É verdade que com os “blogues”, poderá estar em jogo o fim da Palavra Comprada, e já estar a vislumbrar-se o início da Era da Palavra Livre e Particular, o Reino da Palavra Gratuita. Talvez seja isso a Comunicação Global. Em breve, também aí se fará a separação do Trigo do Joio, e passará a vencer quem melhor escrever e mais for lido, dispensando-se as tradicionais encomendas das almas.
Penso, publico, sou lido, e logo existo. Tudo o resto é vão.
Ah, e isto não é um texto para resposta, sobretudo qualquer tipo de resposta, como dizia o Vasco Pulido Valente, que metesse “na conversa a sua célebre descrição do pôr-do-sol no Cairo.
Muito obrigado.”
Para o arrebenta;
Afinal, e tal como diz este Post, basta juntar os ingredientes.Tanto na comida como na Psicologia, basta misturar os ingredientes, que é como quem diz; Inovar, variar!
Comprovando o que acabo de dizer, vejo neste teu comentário uma bela jogada de Marketing. Inovaste e misturaste e, para além do teu blog, mostras a tua insatisfação nos blogs dos outros. É uma maneira irreverente de também dizeres que "Penso, publico, sou lido, e logo existo. Tudo o resto é vão".
Por mim, estás à vontade. Este blog é aberto a comentários e pode ser também aberto a quem quiser dizer algo mais.
Vai aparecendo.
P.S. Desde que seja com peso, conta e medida. :)
Na vida e também noutros campos sabe bem variar os ingredientes...
Desconhecida ilustre, é sempre um prazer passar por aqui... com ou sem ingredientes no saco...
ET
deixo te jocas maradas de ingredientes
Minha querida desconhecida,
O SAL É ALIANÇA,
diz-me minha querida,
como temperas o SAL ?
Fica bem,Adeus.
Para o "Desconhecido" (Será?)
Não entendi o teu comentário meu querido, mas como fazes uma pergunta, terei todo o gosto em responder-te se escreveres para o mail que está no blog. Assim eu perceba a tua pergunta.
Minha querida desconhecida, quando as tuas lágrimas forem as minhas lágrimas, provarás o mesmo sabor incorruptível a sal, sentirás o conforto de teres encontrado uma aliança de sal.
Minha queridinha, que nunca te falte uma pitada de sal na tua vida para que a possas temperar a gosto e dar a provar o que de melhor tiveres para partilhar.
Um beijo salgadinho
Adeus
Novamente para o "Desconhecido";
Se lês o meu blog, já deves ter percebido que muito raramente comento os comentários, mas abro aqui uma excepção para ti.
Dizes:
"quando as tuas lágrimas forem as minhas lágrimas, provarás o mesmo sabor incorruptível a sal, sentirás o conforto de teres encontrado uma aliança de sal"
Desculpa, mas sinceramente continuo a não entender.
Essa do querida e queridinha, entendo muito menos, pois soa-me a ironia e até uma pitada de "revolta" ou "revoltazinha" e não vejo porque um "Desconhecido" para se expressar, utilizaria a ironia com uma Desconhecida, ainda por cima num texto tão simples quanto este, mas posso estar enganada...estarei?
Adeus para ti também
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